Fundação Evangélica – 125 anos

Fundação Evangélica: uma História de muitas Histórias

     Ao contarmos a trajetória de uma Instituição com 125 anos, como é o caso da Fundação Evangélica, temos possibilidade de abrir um leque com um número grandioso de histórias. Histórias estas de todos os tipos: dramas, dificuldades, conquistas, realizações. Algumas delas já foram até publicadas, mas existem outras que são transmitidas oralmente ao longo do tempo. Assim resolvemos aqui publicar apenas algumas, mas que merecem destaque pela lição que nos deixaram.

     Fundada em março de 1886 pelas irmãs Amália e Lina Engel, a escola situava-se inicialmente no prédio número 17 da atual Avenida Dr. Maurício Cardoso, em Hamburgo Velho – ou Hamburger Berg, como se dizia na época. Durante nove anos as irmãs Engel dirigiram a escola, sendo que em 1895 confiaram a mesma aos cuidados do Sínodo Rio-Grandense, órgão dirigente da Igreja Evangélica no Estado, fortemente ligado com a Igreja Evangélica da Alemanha. Neste período era presidente do Sínodo e, por consequência, da Sociedade Fundação Evangélica, o pastor Friedrich Pechmann, homem que se destacou na história da escola pelo imenso amor e trabalho destinados a ela durante 30 anos, até seu falecimento em 1925. Tanto que lhe rendeu o apelido carinhoso de “Papai da Fundação”.

      Foi ele que, durante o período da Primeira Guerra Mundial, entre 1914 e 1918, quando a Fundação não tinha recursos e com pressão inclusive para que a mesma fosse fechada, batalhou incansavelmente por recursos e para que a escola desse a volta por cima, o que ocorreu de forma impressionante. Foi com seu empenho e a direção de Lídia Pechmann, sua filha, que a escola fortaleceu-se como um “espaço para a formação feminina completa no seio da Comunidade Evangélica”. Uma escola onde suas alunas, internas e externas se tornariam mulheres preparadas para a vida familiar, como mães e esposas, e para a vida da comunidade, ajudando para o fortalecimento da Igreja Evangélica.

   Entre 1927 e 1932, com muita dificuldade, contratempos, incertezas, mas também muito esforço, se construiu o novo prédio da Fundação Evangélica, sendo o grande promotor financeiro da empresa o senhor Frederico Mentz, que infelizmente não pode ver a obra concluída, pois faleceu em 1931, um ano antes da inauguração. Foi ele que doou uma grande soma financeira para a construção da nova sede.

      Entre 1938 e 1945, a repressão do Estado Novo causou incontáveis desgostos e tristezas à Fundação. Período de imensas, injustas e fortes críticas por parte dos órgãos públicos, sobretudo da Secretaria Estadual de Educação, na pessoa de seu secretário, José Pereira Coelho de Souza, que sempre se mostrou disposto a por um fim na Fundação. A escola vivia sob vigilância cerrada, inclusive com a destruição de livros e objetos em língua alemã, já que a mesma fora proibida no País em decorrência do Nazismo e da Segunda Guerra Mundial. Mas neste período se destaca a figura do pastor Wilhelm Pommer, homem que se dedicou de corpo e alma pela escola, trabalhando não apenas para a obtenção de recursos financeiros, mas para que a formação sempre se mostrasse capaz de preparar meninas para serem pessoas de bem e de valor.

       Em 1961, ocorre a fusão das Entidades Mantenedoras da Fundação Evangélica e da Escola da Comunidade Evangélica de Hamburgo Velho, que recebeu o nome Pindorama (que completa 179 anos de fundação), antigo nome do Ginásio. Surgia assim a Instituição Evangélica de Novo Hamburgo (IENH). Em 1976, a IENH também passou a ser mantenedora da Escola Oswaldo Cruz (que está completando 115 anos). Hoje, além destas três unidades, ela conta com a Unidade de Igrejinha. Sendo assim, a IENH traz em si uma história que já dura 179 anos.

      1974 foi um ano marcado por uma nova e profunda crise financeira, que quase causou seu fechamento. Mas uma outra figura de destaque toma a frente de escola e lhe faz uma verdadeira revolução: professor Ernest Sarlet. Foi ele quem reformou a estrutura pedagógica e os objetivos da Fundação, lhe dando o norte que até hoje é buscado no que diz respeito à educação e missão. Seu empenho fez com que a Escola voltasse a ser uma referência para todo o Estado.

       A partir de dezembro de 1982, assume a direção da Fundação Evangélica e da IENH o professor Alexandre Eduardo Iserhard, ex-aluno e professor da Escola. Os quatro anos de sua direção foram marcados pela sua intensa dedicação e zelo para com a construção de uma escola cada vez mais comprometida com uma educação de qualidade e com a formação de cidadãos capazes, atuantes e comprometidos. Entre as realizações deste período, podemos citar a criação do internato masculino, a criação do Museu, hoje Museu da Educação, a ampliação dos cursos técnicos para o então 2° Grau, hoje Ensino Médio, entre outros. Seu sucessor foi, a partir de 1986 até 2005, o professor Osvino Toillier, vindo do Colégio Mauá de Santa Cruz do Sul.

    Dentro os destaques deste período, podemos listar o projeto e inicio da Faculdade IENH, que se estruturaria nos anos seguintes. Além disso, houve uma grande expansão do projeto educacional, fazendo com que se firmasse cada vez mais o nome da Fundação e de toda a IENH como um ponto de referência em educação de qualidade.

       Em 2005, a partir da direção geral de Seno Leonhardt, o projeto de expansão da Faculdade toma mais consistência com a aprovação e o reconhecimento por parte do Ministério da Educação. Ocorre a criação da Unidade de Igrejinha da IENH e, como um todo, há o empenho em manter o nível de educação da Instituição. Mesmo diante de dificuldades, é visível o esforço, a seriedade e o compromisso com os ideais e propostas da Instituição.

       Estas foram apenas algumas histórias. Ah, dissemos que elas serviriam para uma lição. A grande lição é que a Fundação Evangélica, através de grandes líderes, sempre soube transformar as crises em momentos de grandes mudanças e grandes renovações. E é este o espírito que a escola assume para este ano: sempre em frente, pois as bases estão em nosso passado, a certeza e o empenho em nosso presente e os objetivos mais nobres para serem alcançados no futuro. E muitas histórias ainda serão escritas e contadas.

Fonte: Rodrigo Luis dos Santos - Auxiliar Administrativo
Atendimento e Organização dos Acervos dos Museus da Educação
e do Índio Tükuna - IENH

 

6° Torneio de Câmbio Master Evandro Saldanha - Unisinos – São Leopoldo/RS

A  6ª edição do Torneio de Câmbio Master Evandro Saldanha  -  realização do SESC SL, com apoio da Prefeitura Municipal de SL, Unisinos e patrocínio Farmacias Capilé, ocorreu no dia 11 de  junho de 2011, nas dependências do Complexo Esportivo da Unisinos - em 03 quadras.  


O evento agregou,  mais de 400 atletas de todo Estado, com representantes de 30 equipes das cidades de São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Osório, Bento Gonçalves, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Caxias do Sul, Montenegro, Tramandaí, Gramado e Santa Cruz do Sul.
 Resultados do Torneio

Categoria acima de 65 anos
1º lugar: Tesourinha Independente (POA) (foto camiseta amarela)
2º lugar: Unisinos (SL)
3º lugar: Viva Bem na Maturidade (SL)

Categoria  50 a 64  anos
1º lugar: Vida Ativa B (Sapucaia do Sul) (foto camiseta preta)
2º lugar: SESC Campestre B (POA)
3º lugar: Viva Ativa A (Sapucaia do Sul)

A UO São Leopoldo compartilha o sucesso do Evento!!!

Cidadania do idoso

                                  João Baptista Herkenhoff

O respeito ao idoso não é um fato natural, nas sociedades capitalistas. Nestas, as pessoas são valorizadas pela capacidade de produzir e consumir. O idoso não “produz”, na visão que as sociedades capitalistas têm do que seja produção. A única “senha” de que dispõe o idoso, para ter o status de “pessoa”, nessas sociedades, é ser “consumidor”.

Estamos mergulhados numa sociedade capitalista. O que fazer então para resguardar um “mínimo ético”, dentro de uma tão desumana forma de organização social?

Creio que a primeira atitude que devemos adotar é a de buscar manter um “nível de consciência” que nos permita discernir com clareza os fatos de cada dia e sobre esses fatos emitir julgamento.

Tenha o idoso, ele próprio, sentimento de auto-estima e valor. A propósito desse tema, como são encorajadores os ensinamentos bíblicos: o Gênesis indica a vida longa como um prêmio concedido por Deus; o Eclesiástico ensina que a experiência acumulada pelo idoso deve ser guia para os jovens; o Livro da Sabedoria sentencia que os cabelos brancos são sinal e virtude dos mais velhos.

Também filósofos e escritores nos ajudam a compreender o significado da Terceira Idade: uma bela velhice é a recompensa de uma bela vida (Pitágoras); saber envelhecer é a obra-prima da sabedoria e uma das partes mais difíceis da grande arte de viver (Amiel); os velhos precisam de afeto, como precisam de sol (Victor Hugo); não respeitar a velhice equivale a demolir de manhã o telhado da casa em que se há de pousar de noite (Karr).

Algumas pessoas encaram a aposentadoria como se esta marcasse o “ponto final” nas atividades produtivas. Nisto fazem coro, inconscientemente, à visão capitalista do que seja produzir.

No caso dos magistrados, o assunto é tão sério que atinge a dimensão existencial.

Mas o fato não ocorre apenas com juízes. Advogados, professores, médicos, comerciantes, bancários, jornalistas, funcionários públicos graduados ou modestos, profissionais em geral experimentam a contraditória angústia da aposentadoria.

Conselhos e sugestões de psicólogos e médicos tentam propor estratégias para que o “rito de passagem” ocorra sem traumas.

De minha parte a aposentadoria como juiz de Direito foi sofrida. Desligava-me de um trabalho a que me dediquei com entusiasmo e vocação.

Continuando, entretanto, a exercer o magistério, pude suportar melhor a perda do cargo de juiz.

Ultrapassei em quase dois anos o tempo exigido para a aposentadoria como professor. Essa teimosa obstinação rendia-me um prejuízo mensal, ou seja, eu deixava de perceber os acréscimos salariais que a inatividade me conferiria.

Sou hoje um Professor itinerante. Tenho percorrido o país, de norte a sul, dando seminários de Cidadania, Ética e Direito, em universidades, OABs e noutras instituições.

O caminho que encontrei resultou do conselho de pessoas amigas. Mas não é o único possível.

Muitas coisas extremamente úteis e emocionalmente gratificantes podemos fazer nesta vida, independente disso de estar aposentado ou não. Cada pessoa procurará a rota da felicidade, de acordo com as circunstâncias.

João Baptista Herkenhoff, 74 anos, Professor da Faculdade Estácio de Sá de Vila Velha (ES), palestrante Brasil afora e escritor. Autor do livro Filosofia do Direito (Editora GZ, Rio de Janeiro, 2010). E-mail: jbherkenhoff@uol.com.br  Homepage: www.jbherkenhoff.com.br

As alegrias de um aposentado

                                João Baptista Herkenhoff

 

Nem todas as pessoas reagem da mesma forma diante da aposentadoria. Alguns celebram este fato com alegria, o que me parece muito salutar. Outros recebem a aposentadoria como epílogo, com um certo sofrimento, atitude que não é de forma alguma aconselhável. De minha parte tive um sentimento de vazio quando me aposentei de todo. Senti-me desprovido de uma identidade profissional. Depois superei este sentimento, como vou contar nesta página.

Ao preencher a ficha de um hotel, em Santa Catarina, diante do ítem profissão, acudiu-me a dúvida. Que profissão vou colocar aqui? Juiz aposentado, professor aposentado? Isto não é profissão. A condição de aposentado não desmerece ninguém. Pelo contrario, é muito honroso conquistar uma aposentadoria após décadas de trabalho. Contudo, a situação de aposentado não define uma profissão.

Instantaneamente veio a inspiração e escrevi: Professor itinerante. Não que já fosse realmente um professor itinerante, mas aquela auto-constatação traçou para mim um roteiro pós-aposentadoria: eu seria um professor itinerante.

É isso que tenho sido. Ando a rodar pelo meu Estado e pelo Brasil ministrando seminários e proferindo palestras. Nessa minha itinerância percorri todos os Estados brasileiros, exceto Tocantins e Amapá.

Os temas mais frequentes dos seminários têm sido: Hermenêutica Jurídica e Ética das profissões jurídicas. As palestras isoladas têm abrangido um leque mais vasto de assuntos, inclusive sobre Terceira Idade.

Se o aposentado sentir-se feliz, sorvendo simplesmente a aposentadoria, essa atitude não merece qualquer reparo. Ele fez jus ao que se chama ócio com dignidade (otium cum dignitate).

O pedagogo tcheco Comenius ensina:

 “No ócio, paramos para pensar. Ou seja, no ócio paramos externamente para correr no labirinto do autoconhecimento, para investigar nossa condição de seres humanos. Não se trata de passar o tempo, de perder o tempo, mas de penetrar no tempo (no instante eterno) para mergulhar no essencial. Não é tempo perdido, é sagrado e consagrado. Tempo humanizador.”

Usei o verbo no presente do indicativo – Comenius ensina, e não no passado – Comenius ensinou, embora se trate de um escritor morto, porque a sabedoria não morre.

Se quem se aposentou pode desfrutar da aposentadoria serenamente e com espírito livre, numa situação inversa haveremos de ponderar que a aposentadoria não tem de, necessariamente, marcar um encerramento de atividades.

É também saudável continuar trabalhando se essa atividade suplementar traz alegria. O aposentado tem experiência e pode transmitir experiência, o que resulta num benefício para a sociedade.

Triste é constatar que, em algumas situações, a aposentadoria é insuficiente para os gastos da pessoa e de sua família obrigando o aposentado a trabalhar para complementar o parco benefício que lhe é pago. Nestas hipóteses, estamos diante de uma injustiça, de um grande desrespeito ao valor do trabalho e à dignidade da pessoa humana.

Os pífios proventos, que castigam algumas categorias de aposentados, atentam contra a Constituição Federal, pois que esta assegura aos aposentados em geral a irredutibilidade do valor dos benefícios (art. 194, parágrafo único, inciso IV). Sempre que se aumenta a diferença entre o que ganham ativos e inativos agride-se a Constituição na sua letra e no seu espírito. Se nos socorrem os princípios de Justiça Social que alimentam a Constituição, jamais a Administração discriminará o aposentado, mormente no que se refere a proventos. Se alguma diferença devesse ser estabelecida entre ativos e inativos seria para aquinhoar com favorecimento os inativos, uma vez que a idade provecta cria gastos com saúde que normalmente não alcançam os servidores mais jovens.

No meu caso não continuei trabalhando para suplementar renda, mas sim para atender um apelo existencial.

Gosto de viajar, não tenho medo de avião, alegra-me conhecer lugares e pessoas, minha mulher também gosta e aí vamos nós, dois aposentados, desbravando o Brasil.

 

João Baptista Herkenhoff é magistrado aposentado, professor da Faculdade Estácio de Sá de Vila Velha (ES) e escritor. Autor deDilemas de um juiz – a aventura obrigatória (GZ Editora, Rio de Janeiro). E-mail: jbherkenhoff@uol.com.br Homepage:www.jbherkenhoff.com.br

Justiçamento

João Baptista Herkenhoff

 

O justiçamento é a aplicação de penas ou gravames a alguém, ou a algum grupo, ao arrepio da lei e do Direito.

Justiçamento e Justiça guardam semelhança na estrutura vocabular. Uma primeira interpretação, que se guiasse apenas pela aparência das palavras, poderia conduzir à ideia de que justiçamento e Justiça são conceitos próximos.

Entretanto, se penetrarmos no sentido axiológico desses termos, concluiremos que Justiça e justiçamento fundam-se em princípios antagônicos.

O justiçamento pode ser praticado em plano local (numa cidade), em plano nacional (num país), ou em plano internacional (no mundo).

Comecemos pelo plano local. Um indivíduo comete crime de estupro vitimando várias crianças. Deve ser eliminado, morto? De modo algum. Deve ser julgado, tem direito a julgamento.

Mas terá direito de defesa? Um advogado que aceite a defesa desse criminoso não conspurca suas mãos de lama?

O advogado nunca se suja na sujeira de um delito, por mais bárbaro que este seja, porque o advogado não defende o crime, mas sustenta um princípio fundamental de Justiça: ninguém pode ser julgado ou condenado sem o direito de defender-se. A respeito disso, Rui Barbosa deu uma lição imortal. Indagado por um colega de ofício se devia aceitar a defesa de um militar monarquista que assassinou um líder civil republicano, num caso envolvendo família, o grande Rui disse que sim, pois o ideal republicano proclamava o direito de defesa em favor de todos os cidadãos, e não apenas em favor dos cidadãos republicanos.

Na hipótese que estamos citando, o advogado pode colocar dúvidas que devem ser solucionadas no transcurso do processo: o estuprador foi mesmo aquele indivíduo que está sendo apontado como autor do crime hediondo? Os exames periciais existentes nos autos foram feitos de maneira correta? Não é sabido que, no caso de crimes sumamente graves, a possibilidade de erro no indiciamento do culpado é muito maior? E ainda que se prove a culpa, não há atenuantes? Não há pelo menos uma atenuante? Não foi o próprio estuprador abusado quando criança? Se foi abusado, essa circunstância não reduz a maldade do seu delito?

Se passamos ao plano nacional, as razões que amparam o direito de defesa são as mesmas. Na História do Brasil, que trágicos foram os justiçamentos praticados em períodos de ditadura. Opositores do regime, nessas fases históricas, foram mortos e, em alguns casos, nem direito a sepultura tiveram. Nem de qual crime estavam sendo acusados souberam.

E agora, que dizer do justiçamento em plano internacional? Pode alguém, acusado da prática de nefandos atos de terrorismo, ser considerado o mentor desses atos, sem prova pública e contraditória da culpa? Pode ser morto desarmado e na frente dos familiares? Pode seu corpo ser lançado ao mar? Pode ser justiçado sem dizer quais eram as razões do seu combate?

O justiçamento, seja em plano local, seja em plano nacional, seja em plano internacional, é sempre uma prática abominável, que merece o repúdio, não apenas do jurista, mas de todas as pessoas portadoras de consciência limpa.

 

João Baptista Herkenhoff é magistrado aposentado, professor da Faculdade Estácio de Sá de Vila Velha (ES) e escritor. Autor deDilemas de um juiz – a aventura obrigatória (GZ Editora, Rio de Janeiro). E-mail: jbherkenhoff@uol.com.br Homepage:www.jbherkenhoff.com.br